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Asas para a LIBERDADE

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Esta é uma obra criada com inspiração no meu filho, quando ele tinha 1 ano de idade. Meu filho andava pelas galerias dos shoppings em busca de crianças para conversar e fazer amizades. Eu fotografei com a câmera na altura dos olhos de uma criança de um ano de idade.

Esta obra fez parte da exposição coletiva na UFMG, com outros colegas do curso de FOTOGRAFIA AUTORAL: PROJETOS E ENSAIOS, ministrado pelos professores Guilherme Machala e Flávia.

 

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SEGUE ABAIXO O TEXTO SOBRE ESSA OBRA:

Quando meu filho nasceu, eu planejei colocá-lo na escola apenas quando ele estivesse com três anos de idade. Eu queria ser a mãe perfeita. Sentaria com ele pra contar histórias, brincar de Lego, desenhar, passear no parquinho… Seria eu e ele numa grande interação, mãe e filho convivendo intensamente. Afinal, já que eu sou pedagoga, eu poderia colocar em prática os meus conhecimentos sobre o assunto. Ainda mais eu, uma mãe integralmente dedicada e com muito interesse em acertar.

Mas foi só ele fazer um ano de idade que eu percebi nele a vontade de conviver com outras crianças. Íamos fazer compras ou passear no shopping, e ele buscava aproximar-se de outras crianças e logo puxava conversa para fazer um novo amigo.

– Meu nome é Gabriel, dizia ele com a cara mais boa do mundo.

Felizmente não sou uma pessoa “cabeça dura”. Percebi que ele desejava conviver mais intensamente com outras crianças e abri mão de meu conceito inicial.

Quando ele completou um ano e meio, coloquei-o numa pequena escola para poder brincar com crianças da idade dele.

Para mim não foi nada fácil.

– Será que ele vai se adaptar? Será que ele vai sentir falta de mim?

No primeiro dia de aula eu deixei-o na escola e fiquei na região. Fui até a padaria comprar um picolé para me refrescar. A ansiedade era enorme e o tempo não passava.    E não era só eu nessa situação. Havia outras mães agindo igualzinho a mim.

– Mãe é tudo igual, comentamos.

Não sei se foi para minha alegria ou decepção, mas quando vi a carinha do Gabriel na hora de buscá-lo, ele estava bem feliz.

É assim que, aos poucos, vamos aprendendo que nossos filhos devem ser criados para bater asas e voar. Ainda bem que isso acontece aos poucos.

Tina Carvalhaes

27-10-2012

 

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